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De Negro Vestida - LXXIII


Abandonar o Negro – X

A chave acabou de rodar na fechadura. Carolina entrou, largou a mala numa cadeira forrada que havia na entrada, foi ao seu quarto, poisou o casaco e voltou à cozinha. Percebeu que, ou havia movimento, ou tinha havido. Franziu o sobrolho, inspeccionou o ambiente em volta e perguntou para o ar levantando a voz mais à procura de uma confirmação para a sua desconfiança do que para saber se Maria de Lurdes estava em casa:

- Mãe?!... Mãe…

Maria de Lurdes havia colocado um dedo na vertical sobre os lábios de Carlos José pedindo-lhe silêncio, vestiu um roupão e foi ao encontro do destino. 


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O Romance "De Negro Vestida" foi publicado, capítulo a capítulo, neste blogue, entre 26 de janeiro de 2010 e 22 de abril de 2011.

Agora que conhecerá outros voos, nomeadamente, a publicação em livro, deixamos aqui um excerto de cada capítulo e convidamos todos os amigos e leitores a adquirirem o livro.

Obrigado pela vossa dedicação.

Setembro de 2013

João Paulo Videira

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De Negro Vestida - LXXII


Abandonar o Negro – IX
Há quem tenha dito, quem tenha escrito e quem tenha defendido que há tantas realidades quantas as pessoas. Parece-nos restrito, o critério e são muitas mais as realidades porquanto cada pessoa vê e interpreta cada realidade como sendo outra consoante o seu estado de espírito. Ora, um dos que mais frequentemente e com maior intensidade altera o mundo que nos rodeia é o enamoramento.

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Setembro de 2013

João Paulo Videira

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De Negro Vestida - LXXI


Abandonar o Negro – VIII
- E não queria dizer-to já, mas tu precipitaste as coisas. Agora sei porque dizem que as mulheres têm um sexto sentido. Parece que estavas a adivinhar…
- Mas porquê? Nós não escondemos nada um do outro.
- E continuaremos sem esconder. 

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Setembro de 2013

João Paulo Videira

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De Negro Vestida - LXX


Abandonar o Negro – VIII
Ela podia ter-lhe saltado para os braços. Podia ter-se levantado, dado a volta à mesa e beijado-o sofregamente. Podia ter ficado imóvel de espanto com as lágrimas a correr-lhe pela cara abaixo. Podia ter feito um sorriso, chamado-o de malandro e levantado o copo em jeito de tchim-tchim. Mas não. Sabem como são as mulheres. Precisam saber tudo. 

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Setembro de 2013


João Paulo Videira

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De Negro Vestida - LXIX


Abandonar o Negro – VII
Para Carlos José era mais um jantar com a pessoa amada. Trouxera flores e pedira ao empregado, Coloque-as em água, por favor, e traga-as para a mesa.
Para ela era o jantar. O momento em que a Maria de Lurdes pragmática confrontaria o seu amante e a Maria de Lurdes romântica com a dureza da realidade.
Não sabia o que resultaria dali, mas o que quer que fosse, seria clareza, seria a inevitável separação entre o por onde caminhamos e o até onde podemos ir.
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João Paulo Videira

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De Negro Vestida - LXVIII


Abandonar o Negro – VI
As pessoas já não namoram, andam. Já não fazem amor, curtem. Ainda assim, mudem os nomes como mudarem, haja as evoluções e as adaptações semânticas que houver, a fase do encantamento, da descoberta mútua, do Diz-me como preferes, dir-te-ei como prefiro, Mostra-me como gostas, mostrar-te-ei como gosto, sempre se há-de chamar namoro.
Os comportamentos podem tornar-se absurdamente ridículos, namoradamente carinhosos. Inventam alcunhas ou abreviaturas um para o outro, tratam-se por amorzinho, esperam-se à saída do trabalho com flores na mão, dão comidinha à boca um do outro, entregam-se em conversas ávidas de conhecer o corpo e passam imenso tempo falando, sempre falando, basicamente dizendo do que gostam e que gostam um do outro. Fazem juras de amor. 

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João Paulo Videira

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De Negro Vestida - LXVII


Abandonar o Negro – V
Fazem coisas estranhas, os amantes.
E só à sua compreensão devem explicações. Estes decidiram não tomar banho. Não foi combinado. Foi só o desejo mútuo de manterem no corpo o cheiro da entrega. De prolongarem o momento para além do momento, a fantasia para além da realidade. E foram para a cozinha como quem vai para um parque de diversões. Colocaram aventais de cozinheiro sobre os corpos nus e ficaram cozinhando omeleta.
Fazem coisas estranhas, os amantes.

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João Paulo Videira

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De Negro Vestida - LXVI


Abandonar o Negro – IV
Maria de Lurdes não o disse a Carlos José para lhe não parecer que estava ansiosa, mas a verdade é que lhe pediu que a apanhasse em casa porque tencionava tirar esse dia para si. E tirou. Algo lhe dizia que ele merecia o tempo que levaria a preparar-se antes do almoço e algo lhe dizia também que a conversa entraria tarde dentro. Não estava ansiosa como se algo determinante estivesse para acontecer, mas queria colocar alguma dedicação naquele almoço. Havia da parte dele uma disponibilidade, uma franqueza no trato e nas palavras, uma abertura na face que pareciam estender-lhe uma carpete e não fechar uma porta.

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João Paulo Videira

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De Negro Vestida - LXV


Abandonar o Negro – III
Não foram necessárias outras apresentações.
Ambos sabiam que haveria muito a dizer e que poderiam dizê-lo ou não. Talvez o olhar e os sorrisos e as feições e toda essa linguagem do corpo que está antes e depois das palavras dissessem o que elas não conseguiam.
Há dois tipos de relacionamento no que respeita ao uso das palavras. Aquele em que elas são muito precisas para explicar as ideias e os comportamentos e em que têm de ser escolhidas com todo o cuidado evitando más interpretações e aquele em que as palavras vêm só confirmar o que os olhos estavam dizendo. 

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João Paulo Videira

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De Negro Vestida - LXIV


Abandonar o Negro – II
Eu, caro leitor, sou um humilde desenhador de palavras e de imagens com elas e reconheço essa minha condição. Não tenho, por isso, qualquer pretensão de, sequer, fingir que sou Deus ou controlo a vida. Nem mesmo a vida dentro destas linhas. Nem a vida, nem a morte. E, se alguma coisa puderdes aprender com esta história, que seja o inestimável valor da vida e da morte que não é mais do que um passo daquela. Aprendereis, se quiserdes, que não há existências boas nem más, não há vidas vãs e não há mortes em vão. Tudo se conjuga em pequenos sentidos num sentido mais lato e global.
É por isso que Manuel Matos Vasques não deixou de agir quando morreu.

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De Negro Vestida - LXIII


Abandonar o Negro – I
Fugiram da cidade. É o que fazem os jovens. Um carro. Uma carta de condução. Um recanto escuro e o amor acontece. Ele desejava-a, queria tê-la entre os braços, beijá-la, cheirá-la, possuí-la sob o seu corpo jovem e atlético. Ela queria ser possuída, ser tomada pelo seu braço forte, brincar com ele. Naqueles momentos de frente para o mar, o carro era o mundo inteiro e foi aí que se entregaram, que suaram e gemeram seus amores, e foi aí que ficaram saboreando o momento, brincando com o que cada um gostava de fazer. E quando estavam saciados da noite, regressaram. Piso molhado. Olhos dele nela. Mãos dele nela. Curva da estrada e do destino. Despiste. Uma pancada seca no pescoço e a morte imediata.

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João Paulo Videira

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De Negro Vestida - Abandonar o Negro


Amigos leitores, para os que têm acompanhado a evolução do romance "De Negro Vestida", venho prevenir-vos para o facto de ter acabado o segmento cujo título era "De Negro Vestida", ou seja, o segmento que deu nome ao romance. A partir do próximo capítulo entramos no segmento que designei por "Abandonar o Negro". Divirtam-se.
jpv

De Negro Vestida - LXII


De Negro Vestida – XXVI
Maria de Lurdes leu a crónica. Várias vezes. Releu alguns parágrafos. Deteve-se em palavras e momentos específicos e, sobretudo, saboreou. Qualquer coisa naquele texto a deliciava e não era, só, o seu nome no fim. Não era essa vaidade que a movia. Era mais o hino à sua condição. A justiça que lhe pedira havia sido feita. O texto entusiasmou-a e fê-la acreditar de novo na Humanidade e em particular na masculinidade. Esse universo tão próprio, tão acessível ao corpo, tão inacessível na alma. Engana-se quem pensa que os homens são básicos, pensou, são básicos na carne. 

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João Paulo Videira

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De Negro Vestida - LXI


De Negro Vestida – XXV
Há jornais abertos nas paragens de autocarro, nos bares e cafés, nos eléctricos e no Metro, há um homem que parou a caminhada que ia fazendo no passeio e ficou a ler, nos restaurantes, nas salas de professores, nas repartições de finanças, nas salas de espera e entre duas torradas com doce de maçã e uma chávena de chá. E muitos não estarão lendo a crónica de Gabriel, mas muitos haverá, também, que o estão fazendo. O texto é simples e fluido. Despretensioso. Mas faz demorar alguns olhares, faz reflectir algumas consciências. Normalmente, não reproduziríamos aqui o texto para não sermos acusados de concorrência desleal por parte do Jornal onde trabalha Gabriel. Acontece que... 

De Negro Vestida - LX


De Negro Vestida – XXIV
Ultimamente os homens andavam com uma séria tendência para agarrá-la por um braço e arrastá-la da igreja para fora. Carlos José levara-a gentilmente para a sacristia e aí a beijara. Gabriel pegava-lhe firme num braço, arrastava-a para a rua e vociferava palavras de repreensão e raiva. Era a véspera do funeral de Maria da Graça, alguns familiares e amigos estavam velando a falecida na casa mortuária contígua à igreja e Maria de Lurdes andava distribuindo pelos bancos umas ramagens que decidira colocar a expensas próprias para que, ao menos, se simulasse alguma compostura do espaço. Quando chegou à rua, arrastada por Gabriel, sabia que não iriam trocar-se beijos, o olhar dele flamejava indignação:
- Mas quem é que a senhora julga que é? 

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Citação da Humanidade


"Somos tão estranhos e tão sublimes! Tão divinamente arrebatados ou tão assustadoramente terrenos. Tão crentes da eternidade e tão agarrados ao vil metal..."

Leitora deste Blogue sobre o Capítulo LIX de "De Negro Vestida"

De Negro Vestida - LIX


De Negro Vestida – XXIII
O homem entrou na agência com um ar encabulado, não tanto como quem tem vergonha, mais como quem comete uma transgressão. Os olhos muito no chão, os dentes trincando o lábio de baixo e alguma incerteza na passada. Quando levantou a cabeça e olhou Maria de Lurdes nos olhos transfigurou-se. Tinha uma expressão séria e decidida. Nesse preciso instante Maria de Lurdes percebeu que algo acontecera ou estava para acontecer. Não imaginava o quê e como estava longe de imaginar, deixou a vida surpreendê-la.
António encarou-a, sério, e disse:
- Precisamos fazer umas alterações ao serviço.
- Algo que não ficou do seu agrado?
- Quase nada é do meu agrado. Isto é tudo uma farsa, esta coisa das despedidas e dos amores. Quem cá fica é que se trama.

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De Negro Vestida - LVIII


De Negro Vestida – XXII
- Queremos tudo do melhor. Não pode faltar-lhe nada. Ao menos agora que lhe não falte nada. Por favor, o meu filho faz as escolhas consigo mas não se poupe.
António da Purificação Martins parecia efectivamente decidido a compensar Maria da Graça em morte pelas faltas todas de uma vida. Inicialmente quisera tratar de tudo sozinho, mas acabara por aceitar a ajuda de Gabriel não só porque precisava dela, mas, sobretudo, para não afastá-lo da mãe. António estava decidido a não cometer os mesmos erros do passado.

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De Negro Vestida - LVII


De Negro Vestida – XXI
Uma das batalhas que vimos travando desde que temos esta vida, vivemos neste mundo e esta morte temos, é a batalha de cruzar limiares, de conhecer fronteiras e caminhar sobre elas ou assumir claramente um dos lados. Não é fácil uma opção, como não é fácil a ginástica moral e ética de caminhar em ambos os lados que não é lado nenhum, em cima da linha divisória das ideias, dos conceitos, das práticas, das orientações.

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João Paulo Videira

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De Negro Vestida - LVI


De Negro Vestida – XX
A todos nos dá o Criador características diversas e próprias. E a José dos Santos Silva lhe deu aquela voz arroucada de encher uma sala mesmo quando repleta de gente em burburinho. E, por isso mesmo, o que disse foi audível em toda a sacristia onde não estavam mais do que aqueles dois que ainda agora se beijaram e, claro, em toda a igreja. O que disse e como o disse teve dois efeitos. Primeiro, um silêncio geral e profundo na expectativa suspensa de uma resposta. O segundo efeito foi como se uma pedra tivesse sido atirada a um lago calmo e se estivessem agora multiplicando os círculos. 

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