Quase


Quase tudo.
Quase tu.
Quase a um passo,
E a passada por dar.
Quase uma rajada
Violenta e
Quase negada
A visão.

Quase a sintonia,
Quase a perdição.
Quase o poder
De ter
Quase o mundo na mão.

Quase as palavras certas,
Quase a ruptura pelo verbo,
Quase na noite desperta
O morrer da intenção.

E agora, quase homem, quase morto,
Habito só e abandonado
A penumbra deste corpo.

Quase força, quase energia,
Seria quase coragem,
Não fosse cobardia!

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