Este Blogue vai de Férias

Caros amigos, este blogue vai de férias!

Com a facilidade de meios que hoje existe, seria fácil fazer a manutenção durante as próximas três semanas, acontece que eu também preciso ir de férias, desligar computadores, telemóveis, conversar, dormir, passear, e ler. Ler pelo prazer puro e simples de ler.

Foi um ano intenso. Mails para a minha Irmã evoluiu e afirmou-se, para além dos mails, através da ficção. Como sabem, adoro escrever. Escrevo só porque sim, mas é muito melhor com a vossa companhia, com o vosso incentivo, conselho, crítica. Não somos muitos mas somos assíduos e estamos a crescer. Quando começámos éramos cerca de 20 por dia. Hoje, somos cerca de oitenta e muitas vezes superamos as cem leituras por dia. É motivante.

"De Negro Vestida" terá uma evolução interessante. Está prestes a mudar o rumo da narrativa e, quando tal acontecer, a recuperar uma escrita mais pessoalizada. Aquela que fez com que tantos de vós ficassem leitores do blogue.

E haverá, durante o próximo ano, para além da ficção, novos Mails para a minha Irmã! Está dito, está dito!

Desejo-vos umas boas férias e um bom descanso, sendo caso disso. Não sendo, desejo-vos um bom trabalho.

Até daqui a uns dias.
João Paulo

De Negro Vestida - XXXII


Despertar – VI
Maria de Lurdes regressou à sua mesa no passo mais firme que conseguiu. Ainda não sabe mas o encontro com António Pedro não terminou. Assim que chegar junto das colegas fará um ricochete, um caprichoso arco de bumerangue e regressará à promissora conversa com um sorriso nos lábios.
Que estás aqui a fazer Lurdinhas? Pareceu-nos que a conversa estava agradável ali com o jeitoso do fato azul. E estava, mas seria incapaz de deixar-vos. Afinal de contas este jantar é uma simpatia vossa em minha homenagem. Olha, Lurdinhas, em primeiro lugar, este jantar era para veres gente. Agora que viste, não faz sentido estares aqui. Em segundo lugar, nem compreendemos como é que trocas o jeitoso por nós. Nenhuma de nós hesitaria em fazer a troca ao contrário... 

--------------------------------------------------

O Romance "De Negro Vestida" foi publicado, capítulo a capítulo, neste blogue, entre 26 de janeiro de 2010 e 22 de abril de 2011.

Agora que conhecerá outros voos, nomeadamente, a publicação em livro, deixamos aqui um excerto de cada capítulo e convidamos todos os amigos e leitores a adquirirem o livro.

Obrigado pela vossa dedicação.

Setembro de 2013

João Paulo Videira

--------------------------------------------------

Momento Feliz - 2

Afinal, o tipo das imperiais também lá estava. Foi preciso a Elsa ter levado a máquina e ter-se lembrado de enviar a foto. Tudo isto depois de termos incomodado um simpático transeunte: "Olhe, facha vôr, importa-se de tirar aqui uma foto?!"

E plim. Já está.

Momento Feliz

Em cima da esq. p/ a dir.: David, Maria João, Maria José, Cristina, António, Teresa, Isabel, Clara, Belinha e Fátima
Em Baixo da esq. p/ a dir.: Elsa, Dulce, Cristina, Céu, Teresa e Helena.



Quinze educadores, um professor do 1º CEB, um professor do Secundário. Dezasseis formandos e um formador. Três homens e catorze mulheres!

Tardes de Julho em trabalho, em partilha, em cooperação, com dificuldades e com vitórias, com computadores mais "absorventes" que outros mas todos com a mesma energia e a mesma cumplicidade. A de sermos professores e educadores.

Trabalhámos a sério, hesitámos, superámos e no fim fomos ao Canelas aos morfes. Fica a foto de grupo. Com os nomes de todos!!! Só lá falta o "stôr" mas esse tipo ainda devia estar nas imperiais!!!

Um abraço e um obrigado a todos.

João Paulo

Contos da Casa

Há pouco dias conheci uma educadora de infância, de seu nome Cristina Becho, que transpirava naturalidade e genuinidade. Pareceu-me daquelas pessoas que já não tem idade nem paciência para máscaras, fingimentos ou fretes. Tem uma coragem descarada na forma como encara a vida e o que esta tem para dar-lhe. Na circunstância em que a conheci, numa acção de formação, pareceu-me pessoa de palavras francas e pouco demoradas no apresentar do que pensa ou sente. E, mesmo à portinha da alma, vi-lhe meninos conversadeiros no olhar. Ou me enganava muito, ou aquela pessoa era de boas e longas conversas. Não me enganei.

Soube, pouco depois, que publicara um livro chamado Contos da Casa através da Chiado Editora. Como estava a vendê-los, vicissitudes dos autores do Séc. XXI, decidi comprar-lhe um. E aconteceu-me, então, algo que não me acontecia há muito tempo. Eu sou um leitor demorado, que volta atrás, relê, quer compreender bem e se compraz no deleite da leitura. Por isso mesmo, qualquer livro me leva semanas a terminar. Já não me lembro quando li um livro de um fôlego só. E foi isso que me aconteceu com Contos da Casa. Comecei num conto ao acaso lá para as páginas do meio, "A Louca", terminei-o. Vim ao início e num fôlego de uma noite e uma madrugada consecutivas li o livro.

Tem uma profundidade no sentir, uma sensibilidade sensorialista, uma vida em voragem vertiginosa de personagens, cenários e situações, tem verdade e é genuíno como genuína me parecera a mulher que o escreveu. A sua escrita não se perde em rendilhados, é fluida, assim como quem vive e ler os contos de Cristina Becho é viver a vida com ela, pela mão dela. E, ao jeito dos contadores de histórias portugueses, tem seus mistérios e suas excentricidades. Tudo na medida certa. Quando terminei tive pena que tivesse acabado. Apetecia-me ficar por ali a viver um bocadinho mais com aquelas personagens, naqueles locais.
Obrigado, Cristina.

João Paulo

Consequências de não pregamento e visões que não têm nada a ver com Las Vegas

Torres altas erguem-se em Londres Vitoriana que ardeu por três loucos que não a conseguiam ver a fritar em óleo às mãos do bandido da máscara e dos seus capitães, o doente e o cobarde. Pois se é verdade que as cores ácidas brilharam com a intensidade do meteoro de Jack London também é verdade que o bandido da máscara dançou. Dançou como um verdadeiro Deus dos lobos até o seu mestre, o magrinho rápido dos óculos ficar a bater palmas como um louco digno de conspirações e cantores engordurados e velhos. Ele era doente e sabia-o.

"Vírgulas e tentações" disse o Vaidoso que morreu algemado às mãos das suas indecisões e da sua retórica excelente magnífica soberba mais do que qualquer palhaço ou juiz. Mas o Vaidoso sabia, como o louco magrinho rápido dos óculos sabia, e como eu sei, e como sabia o Bonito e o Sátiro, que as torres tinham de arder, tinham de arder e cair até os Vilões das Montanhas do Quadrado decidirem que um lavatório de mármore é de facto algo por que morrer e matar, mais do que pelas galinhas e do que pela senhora Quicas que lá andava a fazer o melhor que podia ainda que o menino mimado e o operário não entendessem que esta senhora era imortal. Esta senhora viveu entre todos os lavatórios de mármore e todas as torres em chamas, e esta senhora viu os juízes sorrirem e os palhaços cantarem e os músicos ficarem invejosos às mãos do dono do macaco que tocava realejo.

Morte das velhas e pulgas saltitantes e desbotados doentes e magros que lêem nas suas águas furtadas estórias de juízes maus e palhaços bons. Este foi o ponto de interrogação que causou o mundo a ver o mundo às cores e não ter em conta que a velha não morre e não morre e não morre por mais que o bandido da máscara mate a sua filha e os pobres que só querem fritar em óleo porque julgam que os vai fazer mais modernos. Malditas pulgas, filhas da puta das pulgas, filhas da mãe, e eu sou uma delas.

A lição que se pode tirar desta história é que as sarjetas são a equação que rege tentações e assassinos quer estejam em desequilíbrio ou no topo do rochedo que está virado para o Mar dos Astronautas, enquanto todos os soldados do mundo sobem aos céus até os Deuses dizerem " Não queremos mais, estamos fartos, agora vai-me buscar um copo de leite." Sofrem invejosos como juízes e virtuosos como o sumo da maçã que ditou o futuro do mundo.

Eu tal como o Deus Dançante também pedi um copo de leite enquanto os nós dos meus dedos reluziam com sangue azul, mas eu aprendi a ver-me como o engordurado que juntava as mãos e dizia que não sabia o que fazer.

Ele via-me como algo muito belo que definha enquanto toda a beleza do mundo se esvai perante os seus olhos e todos os loucos reclamam o que é por direito seu e todos os Vilões das Montanhas do Quadrado se apercebem que são os Bebés do espaço e que todos os rolos em que se espalharão as motas do mundo os terão como protagonistas.

Eles sim são os protagonistas e não as pulgas construtoras dos seus tronos, e por mais que berrem nos seus leitos de azul como num sonho de cacos de vidros e uma casa em ruínas que eu tive, eu sei, assim como o Deus bebedor de leite sabe, e o magrinho rápido dos óculos sabia e o poeta loiro que dormia com a assassina receava e o Vaidoso morreu sem saber, que o novo centro de cidade terá às suas cavalitas os seus corações enquanto todos nós ficamos deitados ao pé da máscara amarela e do vaso de Júlio Verne, e todas essas iguarias que um dia apimentaram o meu prato de mármore.

Mas vós não tendes de deixar de pregar o que vos é devido pois o único dever da Londres Vitoriana que tendes de cumprir é de facto pintar o cabelo de roxo e lavar os dentes de galinhas, e gritar sobre as pontes que a doença do magrinho rápido dos óculos é na verdade a camisola que todos devemos vestir, e que as chamas fazem bem ao colesterol, e que duas pulgas amigas e roxas são mais dignas do que bigodes curtinhos e casacas azuis.

Eu cá gosto de casacas azuis e lavatórios de mármore, só os destruí com o martelo que veio das Montanhas do Quadrado e das pulgas porque estava a bocejar tal como o Vaidoso bocejava. Não me justifica mas também o juiz está com a senhora Quicas logo não sobrou ninguém para me julgar e de qualquer das formas, os cactos crescem sem que ninguém os regue.

Cumpri o vosso dever. Eu não o farei.

Iago Videira

Surpresa

Ontem prometi postar uma surpresa.
A dita surpresa consta do próximo post.
Eu já desconfiava que podia acontecer, mas não imaginei que iria gostar tanto.

O próximo post contém um texto. Olhem só quem o assina...

Boas leituras.

João Paulo

Como vai "De Negro Vestida"?

Perguntam-me pelo romance, se desisti... Nada disso, vai bem. Tenho escrito. Só não tenho tempo para passar os textos. Mas em breve aí estarão mais capítulos!

Também tenho uma surpresa para postar. Aguardem-me!

Um abraço,

João Paulo

Coisas Poderosas

Pois, isto de escolher música tem destas coisas. Quando escolhi as bandas, recebi logo alguns mails a relembrar-me de bandas que eu tinha "esquecido", em particular os Queen. Não houve esquecimentos. Houve opções. De resto, voltaremos aos Queen.

Hoje, quis deixar-vos aquilo que considero algumas das canções mais PODEROSAS de sempre. São baladas rock que passaram a fazer parte da nossa memória colectiva, são canções que foram trauteadas por muita gente que não gosta de rock. Devolvem-nos alguma força, alguma memória ancestral de poder.

São irrepetíveis...

Boas músicas...


(Guns n Roses - November Rain)


(Metallica - Nothing Else Matters)


(Scorpions - Wind of Change)

(Goo Goo Dolls - Iris)

Frases para Reflectir - 4 -

A vida traz-nos coisas inesperadas. Esta tarde estava dando uma acção de formação e, num momento que costumo promover de debate, eis que a conversa ganha asas, vira reflexão séria, aberta e profunda e tudo aquilo sai dos parâmetros da normalidade e assume contornos de tarde inesquecível, tertúlia de saberes e vida!

Foram muitas as frases e os pensamentos que registei. Hoje, deixo aqui uma bem pequenina e tão grande, a dar tanto que pensar:

"Os pais é que são os pais!"

Coisas de Referência

Um dos encantos da música é a exigência que constitui a sua interpretação. Se for em grupo, como acontece com uma banda, essa exigência sobe de nível na medida em que exige coordenação, sintonia e harmonia por parte de um conjunto de pessoas que devem soar como um só.

Se fosse listar as boas bandas do Século XX e XXI, teria uma interminável lista para todos os gostos. Deixo-vos, aquelas que considero BANDAS DE REFERÊNCIA não só pela qualidade da música de que gosto indiscutvelmente mas pelo facto de terem sido símbolos de pessoas que em grupo pareciam uma só vontade, tinham uma só vontade, eram uma harmonia e uma sintonia indiscutíveis.
-
É claro que ficam dezenas de bandas de fora da escolha, mas limitei-me nestes posts a três ou quatro clips e estas foram as minhas prioridades. Mai nada!
Boas...







Coisas inultrapassáveis

Continuando a colocar aqui algumas músicas com orientação temática e de acordo com o meu gosto e vivência, hoje deixo-vos aquilo a que chamo de canções INULTRAPASSÁVEIS. Pode gostar-se ou não, pode ou não admitir-se que são boas, mas são a marca indelével de uma geração. Fizeram as delícias de milhões de seres humanos, foram pano de fundo para romances, amores, rompimentos, noites solitárias, bailes de garagem, recreios de escola, mãos dadas, lábios colados.

O que aqui se deixa, hoje, não são canções, são uma herança cultural!
Invocam aquilo a que chamávamos de "slow". Quem não disse a frase "Quando vierem os slows, danças o wonderfull tonight comigo?!"

Boas músicas.
João Paulo





Frases para Reflectir - 3 -

"Sofremos pouco, e o sofrimento é condição essencial ao crescimento da Humanidade."

Porque sim

Flores de cera

Chamei o meu ser que pensa
para ralhar com o que sente.
Sempre que os ponho em presença
sorrio, piedosamente.

Sorriso, quem te perdera!
Renda que aos lábios assoma.
Raminho de flores de cera
coberto por uma redoma.
António Gedeão

O Mais Rico do Cemitério

Uns posts abaixo deixei a frase que titula este post como elemento de reflexão. Recebi comentários por mail e pessoalmente. Normalmente as pessoas alinham naquela ideia de que não vale muito a pena poupar, guardar, preocuparmo-nos com o futuro pois a vida é tocada por uma inexorável e pungente efemeridade... No fundo como diz outro aforismo "fica cá tudo".

Deixem-me dizer-vos que em certa medida e visão, a minha, que alguns amigos partilham, eu não concordo. EU QUERO SER O MAIS RICO DO CEMITÉRIO.

Ora vejamos, a interpretação mais comum pressupõe que o cemitério é o fim. Eu gosto de acreditar que o cemitério é uma passagem. É onde fica o corpo desta vida, ou o corpo da vida. A vida, essa, continua. Estou certo. Não duvido. E nessa medida, quero levar muitas coisas para o cemitério, sobretudo, coisas que me enriquecem nesta vida, e nas outras a haver. E que coisas são essas?

Quero ser o mais rico do cemitério em amigos e em amizade, em solidariedade, em dádiva, em carinho, em respeito, em fraternidade, em sentido de justiça, em coragem, em rasgo, em ousadia e, fundamentalmente em AMOR.

Amigos, é com comoção que vos digo que não sei para onde vou depois desta vida, mas quero levar tudo isto comigo porque tudo isto são coisas que enriquecem a alma das pessoas e fazem falta em qualquer lugar, em qualquer tempo, em qualquer vida!

Um abraço,
João Paulo.

O Mundial terminou. Ou não!

Pois é, 64 jogos e 30 dias depois, terminou a maratona futebolística que entronou a monárquica Espanha. Olé. Não me apetece fazer uma análise. Apetece-me só deixar algumas ideias e provocações acerca do maior evento desportivo do ano.

Em primeiro lugar, devo dizer que vi alguns jogos mas não tantos quanto gostaria. O trabalho é assim... está primeiro. Por essa razão as minhas ideias podem estar feridas de imprecisão, mas as ideias são assim, não precisam ser precisas, basta-lhes ser ideias.

1) A primeira ideia que me vem à cabeça é a de que o futebol está a ser assassinado pelo calculismo, pelo excesso de prudência e pelos sistemas defensivos. Ganhou uma selecção fechada, prudente, que não corre riscos e que, na minha modesta opinião, não entra em campo para jogar. Entra em campo para não deixar jogar. Parabéns aos vencedores. Mas os vencedores marcaram em todo o torneio só mais um golo do que Portugal conseguiu fazer em singelos 90 minutos.

2) A outra ideia é a de que, afinal, não são só os árbitros portugueses que erram. Este foi, para mim, um torneio onde houve demasiados erros graves. Como dizem os comentadores, com influência no resultado. Não vou listar. Vou só dizer que fomos eliminados na sequência de um desses erros. Não pensem que sou a favor das tecnologias no futebol. Longe disso. E depois reclamava-se de quem? Na!!! Bola que é bola tem de ter árbitro humano que erra.

3) Foi o Mundial de Forlán e do Uruguai. Humildade, garra, suor, sofrimento, erros, acertos, chama, e glória. Quase a ofuscar...

4) Também foi o Mundial da Espanha porque ganhou. Sempre à base de goleadas de um a zero mas o certo é que ganhou.

5) Foi o Mundial das equipas europeias. Excepto o Uruguai!

6) Foi um Mundial com poucos golos. E, ou me engano muito ou o golo é a festa da coisa. Tirem-se ilações, por favor.

7) Foi um torneio bem organizado mas teve um senão enorme: uma "bola que faz coisas". Acho que o senão é enorme porque a safada da bola prejudicou o espectáculo!

8) E, claro, foi o Mundial da irritante vuvuzela.

9) E foi o mundial das birras. As birras do Dani, do Deco, do Cristiano, dos franceses... Enfim, quem fez birra saiu mais cedo. Nisto, eu reparei!

10) Por fim, foi o mundial do Maradona. Eu acho que a malta da minha idade estava à espera de o ver entrar em campo e deliciar quem gosta do jogo e do virtuosismo artístico que ele potencia. Mas não aconteceu. O tipo, em vez de fazer o que sabe, amanhou onze nomes num papel, deu-lhes uns beijos nas fuças e atirou-os aos leões. Quase ia correndo bem. Mas, por mais que a malta goste de beijocas, só isso não chega para ganhar jogos, sobretudo se forem jogos com os alemães!

11) E agora, mesmo por fim e a terminar, para mim, que sou um lamechas e um romântico, e um tipo que gosta de estórias com beijos e que também gosta de beijos, este foi o mundial que valeu a pena porque produziu a mais extraordinária jogada de todas. Dispensa comentários. E prova que o Mundial não terminou com o apito derradeiro do árbitro. Fica aí o vídeo para se deliciarem com essa qualidade técnico-táctica. AHHH ganda Casillas!!! Afinfa-lhe!


Coisas Genuínas

Um dos leitores aqui do cantinho, neste caso uma leitora, escreveu-me dizendo que eu colocava música ali ao lado mas não comentava música.

Eu não comento música porque acho que não sei. E, normalmente, quando não sei fazer alguma coisa, não faço. É assim um género de prudência. Eu gosto de música. Muito. A música de que gosto, invocando uma formulação feita há muitos anos pela minha mãe, é "toda a boa música!". Claro que nessa frase a valoração "boa" dá para tudo, mas eu percebi bem a mãezinha e tenho vivido assim. Ouço o que gosto quando me apetece e normalmente não é a música que me predispõe, sou eu que a escolho de acordo com a disposição em que se encontra o meu espírito. Aquilo a que os americanos chamam "mood".

Enfim, para não comentar, posso de quando em vez colocar aqui uma músicas e dizer porque é que as coloco. Ou colocá-las de acordo com um princípio/tema.

Hoje, deixo aqui uns clips que algumas coisas que considero GENUÍNAS. São portuguesas e é pena que se tenha perdido um pouco, mentira, que se tenha perdido muito essa linha autêntica da batida que não soa a falso. Não tem de ser música boa, é só GENUÍNA. E saudosa!

Boas...







Frases para Reflectir - 2 -

Uma frase que me deixou a pensar, não pelo seu significado intrínseco mas pelo facto de o princípio que ela enuncia se poder aplicar a uma vasta gama de situações nas nossas vidas.

Ouvi-a em contexto de trabalho e quem a proferiu fê-lo em tom jocoso:

"Tu deves querer ser o mais rico do cemitério!"

Frases para Refectir - 1 -

Hoje, vou inaugurar um post temático, "Frases para Reflectir". A razão? Só porque acho que há coisas na vida que devem ser retidas no tempo, partilhadas e saboreadas. Será um espaço para colocar frases sérias, humoradas, irónicas, satíricas sem constrangimentos temáticos, ou seja, qualquer frase serve desde que seja interessante.

Convido-vos a participar na reflexão usando os comentários.
Também podem enviar-me frases para mailsparaaminhairma@gmail.com

Hoje ouvi uma que parece inocente e sem consequências, mas o certo é que me deixou a pensar. Aqui fica.

"Assumindo que assumimos a mudança"

De Negro Vestida - XXXI


Despertar – V

Chegados a este ponto, não nos resta senão contar-vos como foi o encontro entre Maria de Lurdes e o homem do fato azul-escuro com uma risquinha cinza. Já sabemos agora que estava Maria de Lurdes com as amigas, ao meio da mesa, ladeada por duas à sua esquerda e outras duas à sua direita. E sabemos também que tinha o homem dos olhares insistentes de frente para si, a uns metros de distância, onde jantava com dois amigos. E sabemos que pegou ela na sua mala e se dirigiu para a casa-de-banho em passo firme sendo forçoso que passaria junto à mesa dele.

--------------------------------------------------

O Romance "De Negro Vestida" foi publicado, capítulo a capítulo, neste blogue, entre 26 de janeiro de 2010 e 22 de abril de 2011.

Agora que conhecerá outros voos, nomeadamente, a publicação em livro, deixamos aqui um excerto de cada capítulo e convidamos todos os amigos e leitores a adquirirem o livro.

Obrigado pela vossa dedicação.

Setembro de 2013

João Paulo Videira

--------------------------------------------------

A prova provadinha

Apesar da qualidade do som não ser a melhor e apesar de "ao vivo" ser sempre muito mais interessante, aqui fica a prova provadinha do extraordinário valor da nossa querida Liliana.

Fado do Búzios, Liliana Jordão, in Escola Secundária de Alcanena.

Homenagem singela

Sou professor na Escola Secundária de Alcanena. Entendo, mesmo levando em linha de conta a parcialidade da análise, que é uma escola especial. Tem professores especiais. Alunos especiais. Funcionários especiais. Conseguimos na nossa escola, como em tantas outras, estou certo, manter-nos a par do que vai acontecendo no mundo, enfrentar os problemas que se nos deparam e, simultaneamente, manter a coesão e o espírito de Fazer Escola.
-
Um aluno nosso de um curso EFA, pessoa muito particular quis organizar uma noite de fados. Claro que apoiámos. O engraçado é que em meio de uma enorme discussão sobre mega-agrupamentos, o senhor Morgado organizou uma noite de vários megas. Mega-dedicação, mega-bom-gosto, mega-boa-gente, mega-lindíssimos fados, mega-amizade e mega-escola. Para esta extraordinária figura, a minha singela palavra de homenagem e reconhecimento. Caro amigo, tem as competências de CP todas reconhecidas. E faça lá a reflexão que não custa assim tanto.
-
E depois, houve uma mega-revelação. Por entre fadistas experimentados que encantam há muitos anos, emergiu uma professora contratada de informática que já tínhamos ouvido cantar rock e ligeira e sabíamos ter um grande vozeirão. O que não sabíamos é que era uma fadista de primeira água. Nem ela sabia! Houve quem dissesse "Se te pões com brincadeiras ainda acabas por ser fadista" e houve uma voz de um seu colega da canção, com muitos anos de fado, que gritou bem alto: "AH boca de incêndio!".
-
Pois é Liliana, leva o fado a sério porque ontem foste a nossa estrelinha luminosa de encantar a noite. Muitos Parabéns!
-
Havia a solidão da prece no olhar triste
Como se os seus olhos fossem as portas do pranto
Sinal da cruz que persiste, os dedos contra o quebranto
E os búzios que a velha lançava sobre um velho manto

À espreita está um grande amor mas guarda segredo
Vazio tens o teu coração na ponta do medo
Vê como os búzios caíram virados p’ra norte
Pois eu vou mexer o destino, vou mudar-te a sorte (bis)

Havia um desespero intenso na sua voz
O quarto cheirava a incenso, mais uns quantos pós
A velha agitava o lenço, dobrou-o, deu-lhe 2 nós
E o seu padre santo falou usando-lhe a voz

À espreita está um grande amor mas guarda segredo
Vazio tens o teu coração na ponta do medo
Vê como os búzios caíram virados p’ra norte
Pois eu vou mexer o destino, vou mudar-te a sorte (bis)

À espreita está um grande amor mas guarda segredo
Vazio tens o teu coração na ponta do medo
Vê como os búzios caíram virados p’ra norte
Pois eu vou mexer o destino, vou mudar-te a sorte!

De Negro Vestida - XXX


Despertar – IV
As pessoas, mormente as mulheres, não estão bem arranjadas e pronto. Estão bem ou mal arranjadas consoante a situação ou evento para que se arranjam. Tanto é isto verdade que aparecer um homem de fato e gravata para um trabalho pesado ou para a prática de desporto, por melhor e mais bonito que seja o fato, forçoso será concluir que ia o homem mal arranjado. O mesmo se aplica à escolha da indumentária feminina. Pois que sendo os vestidos de noite lindíssimos, quando o são, sempre ficam inapropriados se usados em eventos diurnos. Logo à partida, contrariam a sua própria designação, seu fim e propósito e indo com ele de dia, vai a mulher que o levar mal arranjada. Saber arranjar-se é, antes de mais, procurar a harmonia entre a nossa presença e o evento em que estaremos presentes. Depois, se a esta harmonia conseguirmos juntar pormenores de bom gosto, tanto melhor. 

--------------------------------------------------

O Romance "De Negro Vestida" foi publicado, capítulo a capítulo, neste blogue, entre 26 de janeiro de 2010 e 22 de abril de 2011.

Agora que conhecerá outros voos, nomeadamente, a publicação em livro, deixamos aqui um excerto de cada capítulo e convidamos todos os amigos e leitores a adquirirem o livro.

Obrigado pela vossa dedicação.

Setembro de 2013

João Paulo Videira

--------------------------------------------------

Sentes que um tempo acabou - 2

Ontem, ao colocar aqui um post sobre a Balada do ano em que fui finalista, gerei um reencontro com a Célia Mafalda como se pode ver pelos comentários ao dito e um despertar de saudades e vontades esquecidas de reviver alguns daqueles dias e daquelas pessoas que, naturalmente, marcaram umas das fases mais interessantes da minha vida.
-
Depois questionei-me "E será que no Youtube se encontra algo daquela época, por exemplo, de um cortejo da Queima das Fitas desse tempo? Sim, do tempo em que os concertos não eram megalómanos. Bastava a Pitagórica, a Estudantina e uns ranchos folclóricos e o pessoal divertia-se à brava."
-
E não é que esta coisa da Internet tem surpresas. Encontrei dois filmes de 1988, há 22 anos portanto. Nesse ano estava no segundo ano da faculdade e os amigos que quiserem reviver alguns dos momentos que passámos juntos, avançam até aos 8m e 15s do filme. Estão lá o Andrade, a Fernanda, a Marta, A Florbela, A Hélia, a Rosário e eu mesmo vermelho que nem três cervejas!... pelo menos.
-
No segundo filme que encontrei, mesmo nos últimos segundos, há um rápido mas fabuloso EFE-ERRE-Á em cima de um carro alegórico de Letras. É o carro onde ia a Célia Mafalda e todo o pessoal do 3º ano. Reconheço a Paula (que casou comigo 4 meses depois desse cortejo e até hoje continua a aturar-me!), o Ramalheira, o João Paulo Matos, a Lena, A Isilda, a Susana e eles reconhecerão outros mais.
-
Aqui ficam, pois, a oficiar a saudade, a juventude, a irreverência e, fundamentalmente, a memória.
-

-

NetWorkedBlogs