Caros Leitores,Li algures que "Tudo é autobiográfico". Os factos aqui descritos são verdade. Quase verdade. Contêm alguma verdade. Bem, afinal para que é que interessa a verdade? Verdade, só existe a de cada um! As pessoas de que aqui se fala existem, de facto. Quer dizer, mais ou menos. Pensando bem, existem para mim. Cada um que decida por si. ---- João Paulo Videira ----
Março de 2011
Caros Leitores,De Negro Vestida - LXXIII
Curtas do Metro - Mamadu

Curtas do Metro - Saciado
SaciadoBreve História da Humanidade
Curtas do Metro - Multiculturalidade de Mãos Dadas
Multiculturalidade de Mãos DadasO Clã do Comboio - Iago
IagoCurvas Formas
Muda a Hora
Muda a HoraO Clã do Comboio - A Rapariga da Voz Doce
A Rapariga da Voz DoceIZ
Futre no seu Melhor: O Projecto!
O Clã do Comboio - A Tigresa Ensonada
A Tigresa EnsonadaO Clã do Comboio - Em Bebedeiras de Verde

Curtas do Metro - Pequeno-Almoço

- Mesmo quando ponho isto, tenho sempre as mãos tão ásperas. Queres um bocadinho?
- Não, obrigada. Já tomei o pequeno-almoço!
O Clã do Comboio - Importa-se de Cair Outra Vez para Cima de Mim?
Importa-se de Cair Outra Vez para Cima de Mim?O Clã do Comboio - Private Jokes
Private Jokes Nota triste e singela homenagem


Histórias do Autocarro 28 - Amigas Conversadeiras

Voltei ao autocarro. Não foi bem no 28, mas foi num percurso partilhado com o 28.
Entrei e entraram atrás de mim duas amigas conversadeiras, bem simpáticas, que tiveram excertos de diálogo interessantes. Daqueles que nos acordam o espírito pela manhã.
------- Eu mostrava-te a minha unha, mas não consigo.
------- Isto está apertado.
------- Ao menos vamos quentinhas. Olha lá, como é que vai a tua ansiedade?
------- Vai boa. Durmo pouco. Eh pá, tenho de fazer umas merdas... e tu amiga, tens conseguido dormir?
------- Muito Bem. Eu durmo sempre bem. Às vezes, depois do meu namorado sair de casa ainda vou dormir mais um bocado!
Curtas do Metro - Está Cá?
Está Cá?Divulgar a Primavera...
Brisa Marinha
Mar Vespertino
Pescador
Escultor de Sonhos
Ao Sol
De Negro Vestida - LXXII

Somewhere Over the Rainbow
O Clã do Comboio - Felicitações!
Felicitações!Um dos três amigos que querem salvar o mundo, o RB, vai ser pai por estes dias!
Curtas do Metro - Desculpe?

Retoma

Procura-se!
Esgueira-se um rumorSussurrado
Por entre as gentes
Que passam.
Dizem
Que há um homem culpado
De gestos que enlaçam.
E carrega na culpa
Esse traço impreciso
Que é viver a loucura
Em seu perfeito juízo.
E há cartazes
E procuras insanas.
Contratam-se os audazes
Para tarefas mundanas.
Procurem-no!
E encontrem-no!
Tragam-no à presença dos responsáveis.
Façam dele um exemplo
Um caso de estudo
Das loucuras saudáveis.
Não sabes,
Homem que passas,
Que não interessa
Nada do que faças
Enquanto não fores louco,
Não ousares
Quebrar a barreira do pouco
E viver a plenitude
Do que sentes e pensas.
Essa ousadia tamanha
Que encerra a coragem
E a vida
Num olhar,
Numa mão perdida,
Num corpo abandonado
Ao amor,
Só está ao alcance
De quem ousar a loucura e for.
Ficar.
Ficamos todos!
Pão com Queijo

Ela tinha um desejo
Adequado e muito são.
Colocar duas fatias de queijo
Dentro de um pão.
Mas a vida dá voltas
À volta com o Destino
E colocou no pãozinho
Fatias de fiambre fino.
E foi essa a merenda
Do carinho e do amor.
Ela deu-lhe uma prenda
Ele arfou com folgor.
E acaba aqui a história
Com final como convém.
E assim se fará memória
Entre quem se quer bem.
Ode por um Atraso

Escorrem os minutos
Pela minha impaciência
E procuro do Universo a ciência
De voar para ti.
Entrego as passadas
À sorte e ao acaso
E procuro convencer-me
De que é só um atraso.
E anseio ter-te
Nos braços
Em ritual
De estreitar laços
E ternuras.
Mas tu estás atrasada
Para as nossas loucuras.
E o dia fica
Com um tom sombrio,
Corre-me o dorso
Um pressentimento frio.
Virás?
E iluminas-me a alma
Irradias a luz da tua presença,
Inundas a paisagem com a sentença
De um sorriso.
E recomeça a vida
Em tempo conciso.
E há palavras
E beijos
E há um festim de sensualidade
Que se estende
Por um tempo
E um espaço
Sem idade.
E há cavalos à solta
E cavaleiros entusiasmados
Há receios a cair
E lábios inchados.
Fenece o dia
Começa a aventura
Em tons de harmonia
E pinceladas de ternura.
E caiu mais um muro
Em poucos instantes,
Foi num ermo escuro
A poesia dos amantes.
E o que lá ficou
Marcando o local,
É um rio
Que inundou
As terras de Portugal.
Uma palavra final
Para este estranho caso
Foi uma alegria total
Receber-te em mim
Com ilusório atraso.




