"Hainan, 30 de outubro - A norte-americana Alexandria Mills foi coroada Miss Mundo numa cerimónia que decorreu na noite de sábado em Hainan, na China. A jovem, de 18 anos, foi escolhida entre 115 mulheres dos quatro cantos do Planeta."Li algures que "Tudo é autobiográfico". Os factos aqui descritos são verdade. Quase verdade. Contêm alguma verdade. Bem, afinal para que é que interessa a verdade? Verdade, só existe a de cada um! As pessoas de que aqui se fala existem, de facto. Quer dizer, mais ou menos. Pensando bem, existem para mim. Cada um que decida por si. ---- João Paulo Videira ----
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"Hainan, 30 de outubro - A norte-americana Alexandria Mills foi coroada Miss Mundo numa cerimónia que decorreu na noite de sábado em Hainan, na China. A jovem, de 18 anos, foi escolhida entre 115 mulheres dos quatro cantos do Planeta."Artigo Definido
A luz sumida.Informação gratuita

Por razões que não vêm agora ao caso, hoje precisei de uma imagem de uma gata. Nada mais fácil, fui ao Google, escolhi a opção "Imagens" escrevi "gata" e cliquei em "Procurar imagens".
Toque de Silêncio
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Mind the Gap
Já tive mais certezas.Por vezes são as falhas que nos unem. São os desencontros em determinados locais e tempos que conduzem a fantásticos encontros noutros locais e tempos. A perfeição, para além de monótona, não seria valorizada se não houvesse falhas. As falhas contêm vida e são geradoras de vida. Não evitem as falhas e os erros porque constituem processos de aprendizagem insubstituíveis. Não há sintonia sem dissintonia, não há sincronia sem diacronia, não há harmonia sem caos.
Agradecimento
Venho agradecer aos leitores de "Mails para a minha Irmã" a dedicação, as visitas, as leituras e as partilhas que vão fazendo, quase sempre por mail. No último ano, este mês de Outubro supera todos os outros em visitas. Pela primeira vez mais de mil. E em leituras, pela primeira vez mais de duas mil e seiscentas. Acresce ainda que, em breve, talvez ainda este mês, embora os fins-de-semana sejam de menor tráfego, atingiremos a bonita soma de dez mil visitas.A todos o meu sincero agradecimento.
Da impunidade

Anda por aí uma expressão popular que vai dizendo "A justiça é cega mas a injustiça vê-se". A expressão percebe-se, embora esteja incorrectamente formulada. A mim, há algo que me preocupa e impressiona mais do que a injustiça e que também resulta nela: a impunidade.
Nos dias que vivemos, nem os gestos, nem as palavras têm o mesmo valor de outros tempos. Estão banalizados ambos. Um levantar de dedo podia despertar lágrimas e uma expressão como "senta-te" tinha efeito. Isto passava-se entre miúdos, entre adultos e miúdos e, claro, entre adultos. Se uma pessoa insultar outra, nos dias que correm, chamando-lhe, por exemplo, desonesta, covarde, estúpida, parva, ladra ou o que quer que seja que lhe venha à cabeça, o mais certo é não passar-se nada. Nem nada daí advir. E já não vai sendo raro que tenha o insultado de desculpar-se por ter provocado a reacção do insultador! O mais longe a que se chega, depois de consultados muitos intervenientes e várias instâncias jurídicas é a um pedido de desculpas que, claro está, pode desculpar o insultador mas já não apaga o gesto. E isto acontece nas famílias, entre amigos, entre colegas de profissão, entre desconhecidos, fundamentadamente justificando-se o injustificável: é que cedência a cedência, permissão a permissão, banaliza-se esta violência verbal entre pares, torna-se uma rotina nas rotinas e emerge o que de pior há no ser humano. A sua baixeza. A sua indignidade. O carácter ignóbil de actos que devia reprimir em abono da convivência com os seus semelhantes. E, está provado, isto cresce. E a impunidade é terreno fértil para o seu crescimento. Há uma frase interessante que diz "Basta que os homens de bem nada façam para que o mal triunfe". Pois acho que está na altura de os homens e as mulheres de bem fazerem alguma coisa.
Sem medo, não. Com coragem, sim.
Sem medo, não direi, embora quem me conheça saiba bem que, de facto, não costumo ter medo. Nem digo isto como uma forma de me gabar de ser temerário. Para mim, até pode ser uma doença. O facto é que não não costumo experienciar tal sentimento. Ainda assim, como todos nós, humanos, ele lá se manifesta uma ou outra vez e é nessas alturas que reparo que tenho sempre muita coragem na vida. Sei lá, pode ser a tal doença... E foi por isso que disse à TR "Sem medo, não. Com coragem, sim."
Estava aqui a pensar se não serão sentimentos irmandos. Para que se manifeste um, preciso será que tenha havido o outro.
Citação Sinal dos Tempos
Caros leitores, eu tenho uma teoria sobre o porquê desta verdade inquestionável, mas não queria apresentá-la antes de vos ouvir. Há sugestões?
Citação
Plano Horizontal
Vem até mimE desnuda-me,
Despe-me destas coisas
Do quotidiano.
Arranca-me as imagens
E as barreiras
E deita-me ao mundo
Puro e só.
Sê a minha divindade
De fazer bem.
Vem até mim
E não deixes que ninguém
Conspurque a tua obra,
O teu toque.
Lava-me a alma dos preconceitos,
Arranca-me os ódios,
O sofrimento e a dor,
E vem pousar em mim
Tua doce semente de amor.
Em que é que pode ser pecado,
Muito menos original,
Que nossos corpos se encontrem
Em plano horizontal?
Qual é o crime e a sanção
De juntar à tua, a minha mão?
De sentires o peso e o fulgor
De meu corpo entumescido
Desfazer-se no teu em amor?
Há tanto que nos conhecemos,
Há tantas águas,
Tantos sóis,
Tantas palavras
Incendiadas de desejo,
Que não vejo como pode vir a ser pecado
Que tudo isso
Se materialize num beijo!
Quadras de Amor

Não me tortures, meu amor.
Mata-me ou deixa-me morrer.
Que é uma tortura estar vivo
Se não for para te ver viver.
Vem a mim e dá-me essa alma errante,
Entrega-me esse corpo de desejo
Que não se nega a um amante perdido
A misericórdia de um beijo!
Perdido, sim, perdido sem saber o que sentir.
Perdido por ti, para a vida perdido.
Preso sem poder fugir
A esse beijo que me tens prometido!
Ofereceram-te tudo, disseste,
Ofereceram-te tudo e negaste!
E não sabes que essas palavras
Ardem no peito que inflamaste!
Ama-me, meu amor.
Ama-me com essa força escondida,
Pousa-me no peito com carinho
Essa carícia que trazes contida.
Esquece o mundo, esquece tudo,
Esquece os outros, e o preconceito.
Liberta esse grito de amor mudo
Que trazes trancado no peito!
Princípios básicos
Dar o peito às balas
Só quem o faz, pode conhecer o seu valor, o seu poder fortalecedor. Dar o peito às balas é sempre uma dádiva de aprendizagem para o próprio e para quem o rodeia. É preciso fortalecer o pensamento e a capacidade de acção dos homens e isso só se consegue com sacrifício, com exposição, com partilha, com entrega, correndo riscos e assumindo os actos próprios e aquilo em que se acredita de forma aberta, transparente e com verticalidade. É desgastante, sim, mas é a melhor escola de vida.Agradeço, com humildade, a todos quantos, ao longo da minha vida, me dirigiram as balas! É que só o meu peito não bastava.
Citação triste
Não é.
Agradecimento
Não sou como tu, pai.

Silhueta de mulher com por-do-sol ao fundo

Hoje vi,
Com os olhos da imaginação,
Uma silhueta de mulher
com por do sol ao fundo.
Tinha um recorte elegante
E uma fina figura
Viam-se claramente
Os contornos da ternura.
Era uma sombra
Prenhe de vida e de voz.
Era um sorriso doce
e um toque suave.
E havia sensualidade naquela imagem,
Havia poderes emanados do coração.
Sem ti, mas contigo,
Senti-me capaz de mover o mundo,
Ao contemplar na minha imaginação
Uma silhueta de mulher com por-do-sol ao fundo.
Citação com resposta
O Dia da Saia
Post Azul
Musa não és
Musa não és!Perecíveis são as musas,
Envelhecem e perdem energia.
E tu,
Continuas a acordar-me o dia,
A preencher-me a alma,
A agitar-me o coração,
A empurrar-me a mão
Para o papel
E a desenhar através de mim
As palavras do génesis
E do fim.
Trago o teu olhar brilhando no meu,
Trago o teu sorriso no meu rosto,
Trago no meu peito teu gesto terno.
És meu calor de Agosto,
Minha chuva de Inverno,
Meu vento na vidraça,
Uvas entre os dedos,
Saudável epidemia que não passa,
Exorcista de meus medos.
Não sei se vivo em ti,
Não sei em que medida.
Sei que me invadiu o ser
Uma absurda vontade de vida.
Respira e viverei,
Caminha e andarei,
Mas não me toques
Que ao tocar-me
Abres um abismo fundo,
Um descontrolo total,
Um fim de mundo,
Um querer absurdo,
Uma voracidade
E uma posse.
Um delírio de desejo
Que se materializa
No próximo beijo
Por dar!
E toca-me,
Mostra-me a minha finitude,
Ensina-me que se chama completude
Ao esbater das fronteiras
Do meu corpo no teu.
Não sei o que és.
Sei que musa não és.
De ti não me vem só a inspiração.
Vem-me a vontade, a ilusão,
O desejo, a harmonia,
O começo
E o fim do dia.
E vivo suspenso de ti.
Adiado.
Até que o eco dos teus gestos
Acalme o palpitar deste peito
Docemente subjugado.
Passada

Há qualquer coisa de incerto
Nesta passada,
Uma névoa de futuro.
Mas quero acreditar
Que pode construir-se um rumo
Mesmo que o passo seja inseguro.
Não temo a desilusão
Nem o Fracasso
Temo só pela revelação
Deste meu incerto passo.
Quero ancorar-me nas convicções,
Quero dar o que tenho e posso,
Quero que o fundamento das minhas ilusões
Seja a humildade do meu passo.
E farei.
Farei bem feito e com defeito.
Mas que haja a certeza
No caminho que se trilhou
Que não vive em mim
O português que se negou.
Agradecimento

capacidade de trabalho. É proprietária da Funerária Conde, no Entroncamento, e quando me viu entrar pela loja dentro a fazer perguntas sobre o seu negócio por causa de um romance, em vez de me chamar maluco e pôr na rua, recebeu-me com simpatia e conversou comigo sobre tudo o que lhe pedi, mesmo sobre alguns assuntos mais duros. Não só fiquei a conhecer um mundo que desconhecia, como me apercebi de algumas das suas adversidades, dos problemas que podem surgir e sobretudo, da importância deste trabalho e da coragem que exige. Qualquer coisa está para acontecer
Não sei se acontecerá. Não sei quando acontecerá. Sei que este espectro da crise, de uma forte e severa crise, arrasta consigo outros cenários. Cenários de uma violência sem precedentes. Cenários de destruição, caos e morte, que são os ingredientes da "limpeza" que antecede o vôo da Fénix. Acredito que renasceremos mas temo. Temo por não saber o que nos espera entre o momento que vivemos e o dia de nos reerguermos.Boa Semana de trabalho
Boa semana de trabalho, caros leitores e amigos. Esta vai ser das duras!
De Negro Vestida - XLII
Bom Domingo
A música que vos deixo consegue fazer-me sentir assim. Tem poderes e efeitos mágicos, a música.
Bom Domingo!
Os olhos da crise
Hoje enervaste-te de novo. Explodiste. E, como te disse, isso não te ajuda. E, depois, não deixa transparecer a tua verdadeira personalidade. A doçura. O sorriso. A simpatia que todos pressentimos que tens mas anda tão afastada. Quem te pode sensurar? A vida, por vezes, é muito dura. Sabes, a culpa é minha e da minha geração. Bem, talvez também um pouco das gerações anteriores. Mas, a verdade é que ainda devias estar a sair da adolescência, ainda devias andar a brincar aos namorados, e a vida já te exige que tomes conta de toda a família. Claro que um pai desempregado não ajuda, claro que uma mãe muito doente, tanto que não pode trabalhar, também não ajuda, claro que teres de sustentá-los mais ao teus, muitos, irmãos também não ajuda, claro que terem-te despedido por causa da crise também não ajuda, mas precisas acreditar, precisas sorrir, precisas deixar crescer em ti coisas boas. És tão nova ainda. Tanta vida te vai sorrir ainda!- Oculto
É no gesto que escondes,É nas palavras que não dizes,
Nos olhares que não trocas
Que se revelam
Os mais extraordinários matizes.
É na suspensão dos sentimentos,
No adivinhar dos pensamentos ocultos
Que oiço mais nitidamente
O que me sussurras.
E amo os beijos que me não dás
Mais do que os outros
Porque há coisas que um homem não faz
Que encerram mais coragem de viver.
E quando não fazes amor comigo,
Te não entregas doce e violenta,
Há nessa suspensão
O amor prenhe de quem tenta.
O oculto mora em nós
E tem força e tem pujança,
E nada do que acontece
Lhe rouba
Um só átomo de importância!
Não venhas, meu amor.
Não irei.
E completaremos nosso halo
Com esta incompletude.
Viveremos inquietos e insasiáveis
Na nossa tranquila quietude.
A menina do chapéu de palha
Entras nas pessoasDe mansinho,
Quase sem te anunciares,
Mas há um brilho e uma vida
Que transportas no olhar
E marcam com inquietação
A tua presença,
A tua intenção.
Baila em ti certa curiosidade
E uma insatisfação constante
Assim como se percebesses
Coisas ocultas,
pensamentos ausentes,
O que foi dito e o que ficou suspenso.
E vem contigo
Essa aura de contradição
Que é ver em ti a criança
E a mulher em tentação.
E a mais bela explicação de ti
É que não há palavras para explicar-te,
Saltitas pensamentos e versos,
Abalas crenças e convicções
Só porque uma vez sem exemplo,
Sem razão nem nada que o valha
Enfeitaste o mundo cinzento
Com a beleza de um chapéu de palha.
A não perder
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Obrigado, M, por teres mostrado.
Parte 1
Parte 2
Se não conseguir ver os vídeos, siga para aqui:
http://videos.sapo.pt/JoFz521LdtWURRpTF1YY
Púbis
Tens um mar encapelado e revoltoNesse mundo em que me perco,
Nesse caminho donde não volto,
Nesse cume de profundezas.
Tens aí a tentação
De ir p'ra não voltar,
Suave colina
Que percorro com os lábios e com a mão
Em aventuras de encantar.
E tens aí teu tesouro,
Meu abismo voluntário.
Pagava por ele todo o ouro
Que custa comprar uma vida ao contrário.
E tens tango, e tens samba, e tens valsa,
E tens poesia de arrebatamento
E prosa espraiada e voluta.
Tens qualquer íman que me puxa
Com uma força mais que bruta.
E mora em ti
O centro do Universo,
Fonte de contas inimagináveis
Que não cabe num verso
O meneio das tuas coxas hábeis.
-
Dá-me esse centro,
Oferece-me teu vortex,
Chama-me para dentro,
Prende-me em teu calor.
E, depois, no halo do amor
Que acabámos de fazer,
Deixa-me acariciar sem pudor
A fonte do nosso prazer!
Diva de parede
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Acho uma ternura certas figuras que os humanos fazem por causa do amor. Podemos dizer que o que nos move é o dinheiro, são os interesses, a ambição, mas nada nos arranca a expressão mais sã, mais íntima e mais profunda como o faz o amor.
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Riscam-se paredes por muitas razões: mensagens políticas, gritos de revolta, reclamações e outras que tais, mas esta que encontrei hoje em Torres Novas é uma pérola do sentimento amoroso na sua mais genuína e portentosa expressão. Houve um rapaz que cortou a noite e arriscou ser visto para que pudesse colocar o seu sentir numa parede torrejana e fê-lo de forma genial: ou seja, na constatação, para ele óbvia, de que tinha sido ela a sua DIVA desde o COMEÇO! Mai nada!
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Isto merecia ser divulgado. Rapei do telemóvel e fiz a boa acção do dia, tirei-lhe a fotografia!
-
Ei-la!
Vá lá, pá!
Ó pá,Chega-te para cá,
Aquece-me estes pés.
Não sejas má!
Traz-me esse corpo esguio
E aquece este tipo frio.
Ó pá,
Deixa-te de cenas
Traz o edredão de penas
E vem aquecer-me já.
Ó pá,
Mas afinal onde andas tu?
Na via digital ou na minha cama?
Vê lá se não termina a semana
Sem te acariciar o corpo nu.
És porreira, pá,
És mesmo à maneira!
Tão gentil e graciosa
Que me despertas a brincadeira
Em tarde, de Domingo, ociosa.
E enches-me de emoção
Na exacta proporção
De um sorriso...
Ou de teus seios
Bailando na minha mão!
Ó pá,
Veste uma tanguinha, pá,
Assim, a espicaçar-me a curiosidade
E a expor à luz do dia
A maravilha
Da tua sensual idade!
Vá lá, não sejas tímida
E faz-me um sorriso convidativo,
Como quem chama para
O baile dos corpos festivo.
E fechamos as cortinas,
Trancamos as portas,
Viramos ao contrário
O quadro de Jesus
E acendemos a luz!
Vá lá, pá!
Quadras qualquer coisa

Há qualquer coisa
Entre ti e mim
Que me cheira a princípio
E me sabe a fim.
Há entre nós
Um imenso azul
Que banha meu Norte
E ilumina teu Sul.
Qualquer coisa indescritível
Traçada no mundo real
Em chão verdadeiro
Na fronteira do impossível.
E há um pulsar e uma ânsia
Que percorre o silêncio e o ar
Que une em vez de separar.
Um amor percorrendo distância.
O Zorro
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Neste caso é preciso dizer que gosto de ver, quando posso, o programa "Ídolos". Gosto do formato, do progressivo caminho de descoberta e evolução dos supostos talentos. Digo supostos porque alguns, a maioria, depois de serem muito bons desaparecem da face da Terra mais rápido do que apareceram.
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Um dia destes estava a ver o programa e salta de lá um moço tranquilo e relaxado e canta uma canção que eu desconhecia e imediatamente adorei. Primeiro, pelos comentários, pareceu-me ser uma composição brasileira, mais tarde percebi que era portuguesa.
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O curioso é que encontrei diversas interpretações, sendo a mais conhecida do Luís Represas, mas nenhuma das versões profissionais me agradou tanto como a do miúdo, mesmo sem tratamentos de som. Gosto desta verdade e desta genuinidade.
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E gosto de partilhar. E é por isso que vos deixo a liberdade dos vossos próprios juízos. Aí fica a versão do mestre Represas e a do puto divertido que já teve o condão de me divertir!
Música: João Gil.
Título: O Zorro.
Clip 1: interpretação de Luís Represas
Clip 2: interpretação de Gerson Batista
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O Mar a meus pés
O comandante na proa. O texto foi escrito exactamente ali. Sentadinho, claro.-

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Há uns meses, escrevi neste espaço um texto sobre a Serra D'Aire e Candeeiros que se chamava "O Céu a meus pés". Agora é a vez do mar. Numa das praias da Zambujeira há um rochedo enorme que começa na areia e entra pelo mar dentro. Com maré baixa acede-se facilmente. Com maré alta também, embora tenha de molhar-se os pés. Trepei o rochedo e caminhei mar adentro. O oceano está agitado e as ondas batem com vigor mas cá acima não chega nada a não ser uma suave brisa, alguns salpicos desfeitos em frescura e o som portentoso do mar. Aqui onde me sentei, mesmo no limite do rochedo, tenho as ondas rebentando-me por baixo dos pés, a luz do sol dota a imensa espuma do mar de um branco neve, tão intenso que até fere. E sinto-me senhor do Universo e, ao mesmo tempo, pequenino perante esta força e este poder. É uma sensação maravilhosa poder estar dentro do mar e observá-lo e acariciá-lo com o olhar sem nos molharmos nem recorrer a nenhum instrumento artificial.
Telegraph Road
O beijo mais doce

Não foi dado ainda.
O beijo mais doce
Mora nos teus lábios.
O beijo mais doce
Tarda em acontecer.
Hás-de pousar-mo na boca
Com o dia a entardecer.
E ficará no ar
Um aroma de ternura,
Que subjugará a minha vontade
À tua doçura.
Vem a estes lábios fugazes
Que te querem beijar,
Vem contar-lhes histórias
Do beijo que tens para dar.
10.10.10
E só acontecerá mais duas vezes este século. Depois será necessário esperar mais cem aninhos!
São giros, os números!
De Negro Vestida - XLI
Esclarecimento
1) Todos os textos que não têm o autor indicado são de minha autoria.
2) Todos os textos que têm o meu nome indicado são de minha autoria.
3) Todos os textos que não são meus têm o nome do autor por baixo.
4) Os textos narrativos aqui publicados "Estórias ao Acaso: Noite Fria" e "De Negro Vestida" estão registados na IGAC (Inspecção-Geral das Actividades Culturais)
Ou seja, se foi outro que escreveu, eu coloco o nome. Tudo o resto é meu!
Abraço grande,
João Paulo.
Mudança
Pode mudar a minha vida toda num momento
Devia aproveitar para pensar em mim
Deixar de ser aquele puto, deixar de ser assim
Mas, eu não quero eu quero e continuar
Seguir o meu caminho do jeito que o quero levar
Tranquilo na minha terra sem me chatear
Poder estar com o amigos e andar a vadiar
Chegar a casa com aquele cheiro a mar
Não pensar em mais nada a não ser no jantar
Mas será que faço bem ser a escolha certa
Os meus pais só me dizem que um dia a vida aperta
Talvez sim, talvez não, conforme a situação
Situação, só aparece decisão, a decisão
Quem me dera não ter que me ralar
Mas no fundo eu sei que tenho que mudar
Mudança, à dias era criança
Mas a vida avança e as vezes isso cansa
Então descansa relaxa aproveita
Este som que te traz a confiança
São ventos de sorte são brisas de morte
Dias de bafo ou chuva forte
Tudo muda nesta vida irmão
As folhas caem no Outono o sol brilha sempre no verão
Na primavera tudo nasce no Inverno tudo morre
Enquanto o tempo corre uma lágrima se escorre
Ano a ano sinto que algo vai mudar
Tenho os braços abertos mas sempre medo de falhar
Será que assim será que medo e ilusão
Será que sigo os outros ou que sigo o coração
Será que canto em vão ou que ouves o que eu digo
Serás amigo, ou inimigo, perigo
Calma, pois tudo muda
Estarei por aqui sempre que quiseres ajuda
Tem calma, pois tudo muda
Estarei por aqui sempre que quiseres ajuda
Um dia tudo muda um dia tudo vai mudar
Há dias que não voltam mais mas que ficam pra guardar
Sento me no sofá depois de um dia atribulado
Encosto me para trás suspirando de cansaço
Numa folha escrevo versos sobre o dia que passou
E versos são riscados quando sou o que eu não sou
Esta na hora de mudar de mudar o que há de vir
Esta na hora de pensar e não pensar em desistir
Escrever para quem, falar para que
Perder tanto tempo se a mim ninguém me vê
As vezes so me apetecem e largar tudo isto
Voltar para a TV e simplesmente dizer-lhes isto
Mas será que vale a pena voltar para trás
Depois de tanto esforço não vale a pena rapaz
Eu continuo em frente porque eu sei o que eu quero
Eu quero isto contínuo em frente porque quero mudar
isto
Eu não desisto eu estou cá e a mudança então vira
Ainda me lembro quando jogava basket no parque
A bola girava de manha ate a tarde
E tínhamos sempre ocupações sem tomar decisões
Sem pensar numfuturo carregado de questões
As coisas mudaram e eu ainda mudo
O puto vai crescendo e tornando-se mais adulto
Quem me dera que o tempo parasse agora
Dava tudo para voltar a boa nova
Ao dia em que nasceu o meu mundo secreto
O nosso primeiro concerto ao vivo e em directo
O tempo passa depressa e depressa tudo muda
E tenho saudades de ter a gera toda junta
Hoje ainda vou ao mesmo parque para jogar
Sei que um dia destes também isso vai mudar
Hoje sou eu quem continua a lançar
Mas amanha vira alguém para ocupar o meu lugar
A Espuma do Navegante

Nada me garante
Que a espuma cortada outrora
Por um navegante
Não seja a mesma
Que vem beijar-me agora
Os pés
E perguntar-me com violência
Quem és?
Fala comigo, o mar,
Abre-me as portas da consciência
E obriga-me a dizer-me
As coisas puras
Antes do filtro da inteligência.
Quebra as rochas
Com estrondo
E quebra-me os fingimentos,
Que um homem sente-se mais verdadeiro
Perante a imponência
Dos líquidos movimentos.
Há sal e há verdade
Em ti, ó mar,
E há humanidade
No gesto de te contemplar.
Res Púbica
Vive no jeito das tuas palavras 

















